CORRIDA EM BUSCA DO AMOR

1971

direção  CARLOS REICHENBACH

argumento  ARAM BABAEGHIAN e RENATO GRECCHI

diálogos J. B. de SOUZA

roteiro  REICHENBACH, JAIRO FERREIRA e PERCIVAL G. OLIVEIRA

fotografia CLÁUDIO PORTIOLI

músicas originais  TONI RICARDO, VIC BARONE e DICK D'ANELLO

seleção musical  CARLOS REICHENBACH

montagem SÍLVIO RENOLDI

produtores  RENATO GRECCHI, NISSIN KATALAN e ARAM BABAEGHIAN

 

elenco

DAVID CARDOSO (1), GRACINDA FERNANDES (2), VIC BARONE (3), DICK D'ANELLO (4), TONI RICARDO (5), LUÍS CARLOS CLAY (6),

VITORIA TWARDOWSKA (7), TUSKA (8), CELSA MORAN (9), GIBE (10), CARLOS BUCKA (11), CARLÃO REICHENBACH (12) e  CAVAGNOLI NETO (13)

 

BRASIL, 1971, 35 mm, COLOR, 92'

 

 

sinopse

Aventura juvenil. Duas equipes participam anualmente de uma modesta corrida de carros usados. Na realidade, são integrantes de duas oficinas, uma rica e outra pobre, cujos líderes (1 e 3) não só estão interessados no prêmio em dinheiro, como disputam entre si as atenções da jovem filha (2) do comendador (13) que patrocina o evento. A equipe rica não hesita em contratar um profissional para vencer à qualquer custo. A outra é obrigada a solicitar os préstimos do inventor abilolado Dr. Ivã (12), que descobre a pílula da velocidade. Durante a competição, funcionários da oficina rica tentam sabotar os " possantes " dos adversários. Acontece de tudo, e o tradicional espírito esportivo cede lugar à uma salutar anarquia.

comentário

 Á partir de um argumento de encomenda, Reichenbach, nesse primeiro longa-metragem (não episódico), homenageia ostensivamente o cinema do diretor / produtor Roger Corman (nos chamados " filmes da turma da praia " ), retrabalhando em tom de glosa clichês do cinema comercial; em especial os filmes para jovens, onde ponteavam duplas populares como Sandra Dee / Bobby Darrin e Annette Funicello / Frankie Avalon.

 Celebração da algazarra e da desobediência civil, Corrida Em Busca Do Amor foi quase integralmente improvisado, e seu roteiro rescrito dia à dia, durante as filmagens nas cidades de Serra Negra e Amparo, conforme as precárias condições de produção. Seu estilo anárquico e fragmentado antecipa a personalidade anti-convencional do cinema do diretor : mistura de gêneros, subversão gradativa da sintaxe cinematográfica, a música como personagem integrante da narrativa e a fé na utopia como obsessão temática.

 O filme marca também a estréia profissional de Inácio Araújo, futuro co-roteirista e montador de Reichenbach, como assistente do montador Sylvio Renoldi.

Local das filmagens : Amparo, Serra Negra e São Paulo.

Estréia em São Paulo : Dia 18 de Março de 1972, exclusivamente no cine Olido