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1983
argumento, roteiro, fotografia e direção
CARLOS REICHENBACH
montagem e edição ÉDER MAZINI
diretor
assistente CARLOS SHINTOMI
produtor executivo JEAN GARRET
produtores
EMBRAPI, HELENA FILMES e ALFRED COHEN
elenco
LUIZ
CARLOS BRAGA (1), TAYA FATOOM (2), ROBERTO MIRANDA (3),
VANESSA ALVES (4), EUDES CARVALHO (5), RUBENS PIGNATARI (6),
ROSA MARIA PESTANA (7), MARCO ROSSI (8), EDUARDO ZÁ (9),
JUDITH FERREIRA LIMA (10), CARLOS REICHENBACH (11),
e a participação de SANDRA GRÄFFI (12).
BRASIL,
1983, 35mm, COLOR, 92'



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sinopse
Luís Antônio
(1), professor universitário que teve seus direitos cassados, viúvo de uma
ativista de esquerda, se auto-exila na casa de campo de sua sobrinha
Natércia (7). Ela e o marido Felipe (6), burgueses progressistas, trazem a
intelectual Marcela (2) e o agente da bolsa e tecnocrata Ricardo (3), para
um week-end. No intuito de aproximá-los afetivamente, o casal convence os
dois amigos descompromissados à passarem o resto da semana no sítio na
companhia de Luís. O relacionamento entre estes três personagens é o eixo
da ação do filme.
Marcela, que
acaba de sair de um casamento frustrado com um psiquiatra incompetente,
inicia uma relação neurótica e ardente com Ricardo. Luís, que vive
refugiado na memória e nas visões do fantasma da jovem esposa Ruth (12),
torturada e morta pela repressão, com a proximidade do sensualismo latente
do casal, acaba vendo despertados sentidos e sentimentos há muito
esquecidos. É quando surgem de surpresa dois novos personagens : Ana
Marina (4), a jovem filha de Luís, e Sérgio Calvino (5), um jovem
dramaturgo. A subversora presença do casal libertário acaba colocando em
cheque toda a falsa segurança dos demais personagens.
comentário
Três
semanas de filmagem, vinte latas de trezentos metros de negativo e uma
equipe mínima reunida numa única locação. Qualquer semelhança com o estilo
intimista e existencial, e o formato de produção do cineasta francês Eric
Rohmer, não é mera coincidência. Extremos Do Prazer foi o desafio
de Reichenbach em reunir meia dúzia de personagens em um único espaço
físico e evitar o teatro filmado. É como se estivesse reunindo amigos
íntimos num sítio de parentes num final de semana e resolvesse filmá-los
em Super 8. Exílio, utopia, tortura, acordo MEC-USAID, desejo, marxismo,
revolução sexual, culpa e choque de gerações são matérias primas desta
nova investida no " cinema da alma ". Misturando ostensivamente citações
eruditas e filosóficas com o diálogo coloquial, às vezes vezes até
grosseiro, o filme busca através de situações cotidianas refletir sobre a
condição humana. Esta mistura, pouco ortodoxa, conseguiu uma surpreendente
relação com o público brasileiro, atingindo não somente os espectadores do
filme erótico e comercial, como também os cinema de arte e ensaio, ficando
várias semanas em cartaz.
Apesar
de considerar um filme menor em sua carreira, Extremos Do Prazer
tornou a obra do diretor mais conhecida no Brasil. O Festival de Gramado
de 1984 deu-lhe um prêmio pela " integridade da obra ".
Reichenbach
considera Extremos Do Prazer o melhor roteiro que já escreveu,
infinitamente
superior ao filme realizado.
Local das
filmagens : Jacaré / Cabreúva - São Paulo.
Lançamento em
São Paulo : 30 de Janeiro de 1984, exclusivamente no cine Windsor.
Observação
: Este filme foi produzido pela Embrapi, cooperativa que reunia dez
técnicos de cinema, entre eles Reichenbach, Mazini e Garret. Em seus dois
anos de existência a Embrapi chegou à produzir oito filmes de baixo
orçamento.
* 12º Festival de Gramado: Menção Especial -
para Carlos Reichenbach,
"pela integridade da obra" -
* Prêmio APCA:
Melhor Roteiro (Carlos Reichenbach) & Melhor Montagem (Eder Mazini)
* Prêmio
Governador
do Estado
de
São Paulo:
Melhor Diretor
(Carlos Reichenbach)
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