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Equilíbrio e Graça |
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Equilíbrio e Graça (2002) Roteiro e direção de Carlos Reichenbach Inspirado em textos de J. C. Ismael Fotografia: Jacob Solitrenick Música: Alexander Borodin - "Nocturne for String Quartet No. 2 In D" Montagem e edição: Cristina Amaral Coreografia: Luciana Brites
Edição de Som e Mixagem: Eduardo Santos
Mendes e João Godoy Produtora Executiva: Maria Ionescu Produtor: Sara Silveira Elenco Plínio Soares (Thomas Merton), Masamitsu Adache (T.D. Suzuki), a bailarina Luciana Brites, Adriana Holtz (Violoncelo), Roberta Marcinkowski (Viola), Soraya Landin (Violino) e Kátia Spássova (Violino). Filmado nas cidades de Dois Córregos e Itanhaém 35mm, Colorido, 12'
Sinopse Um encontro para a cerimônia íntima do “chá verde” entre um notável pensador católico da ordem trapista, Thomas Merton (50 anos) e o célebre teórico e introdutor do Zen no ocidente, T.D. Suzuki, (90 anos), celebrou em 1964 (por alguns momentos iluminados de simplicidade) a possibilidade de sintonia visionária entre filosofias do oriente e ocidente, quando fundamentadas na busca da harmonia e na chamada “metafísica do silêncio”. O filme busca detectar conceitualmente uma representação pessoal da harmonia.
Comentário Curta metragem conceitual que Reichenbach dirigiu a convite da Petrobrás, que anualmente patrocina dez curtas, sendo nove de diretores estreantes escolhidos em concurso público e um de diretor renomado, especialmente convidado. A atmosfera do filme é construída em cima de uma composição musical clássica, o “Quarteto No. 2 em D – Noturno”, de Alexander Borodin, executada por um quarteto de cordas feminino especialmente reunido para a ocasião, e das cores, teor místico e texturas do "mestre do simbolismo", o pintor francês Odilon Redon.
Tendo como ponto de partida o fictício encontro de um pensador católico e monge trapista com o “pai” do zen budismo, o filme propõe uma viagem ao imaginário das sensações. Oriente e ocidente revelam identidades filosóficas no culto revolucionário do silêncio. A harmonia como paradoxo da utopia; música da luz. A elegância e delicadeza do espécime vivo mais belo do planeta, o antílope australiano Waterbuck, a cadência das folhas de uma plantação que se movem impulsionadas pelo vento, as ondas de um mar permanentemente revolto, o céu de três arco-íris, o corpo nu e indevassável da bailarina, o sol que se refugia na copa das árvores filmadas em movimento...
Considerações do diretor Queria usar o cinema como forma de alterar os sentidos. Por isso aceitei fazer esse curta-metragem. Gostaria de enxergá-lo como um tríptico conceitual que iniciei com “Olhar e Sensação” e que gostaria de terminar com o ainda não filmado “Arquitetura e Fineza”. Três pequenos filmes que buscam estimular sensações inéditas no espectador. Tenho certeza que o cinema tem essa capacidade, assim como a música, a pintura etc. Há quem diga que é um trabalho pretensioso. E daí? Não estou em idade de fazer curta com historinhas, piadas. Curta é para experimentar mesmo. Você tem que tentar, tem que ousar. Como diz John Cage: “Em arte, tudo é válido. Entretanto, nem tudo é tentado.”. Quero trabalhar com estados alterados. Acho que Godard conseguiu isso em alguns filmes. O curta é minha forma de dizer que é possível lidar com os sentidos. A única coisa que ele exige é disponibilidade para isso. 13° Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo 2002 Filme de abertura 7º Florianópolis Audiovisual
Mercosul 2003 |