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SANGUE CORSÁRIO |
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Curta-Metragem, 1979 Argumento, fotografia e direção de Carlos Reichenbach. Roteiro e diálogos: Jairo Ferreira e Reichenbach. Poemas de Orlando Parolini. Música Original: Jairo Ferreira. Mixagem: Walter Luiz Rogério. Montagem e edição de Éder Mazini. Produtor : Roberto Polo Galante. elenco Orlando Parolini (O Poeta) e Roberto Miranda (O Bancário).
Brasil, 1979, 35mm, Color, 10'
sinopse Perambulando por São Paulo, durante a hora de almoço, um bancário encontra um amigo da década de 60, na galeria Metrópole. Trata-se de um poeta e andarilho urbano com o qual o atual bancário viveu intensamente os anos da contra-cultura. O tempo e a sobrevivencia fez os dois escolherem profissões e caminhos existenciais opostos. É deste confronto entre opções de vida que o filme fala. Ao mesmo tempo, o entrecho é pretexto para o registro da obra poética, urbana e errática, de Orlando Parolini. Comentário Um dos primeiros filmes brasileiros a refletir sobre os anos da contra-cultura e seus reflexos no comportamento da sua geração, Carlos Reichenbach faz de maneira personalíssima um tributo ao amigo e poeta Orlando Parolini (morto em 1991). O personagem do bancário, interpretado por Roberto Miranda, serve como narrador dos motivos que levaram o outro a optar pela poesia. A câmera passeia com os dois personagens por locais freqüentados por ambos, no centro de São Paulo. Entre os textos declamados por Parolini, ressalta-se “A Perdição”, poema premonitório, por vezes blasfemo, com o poeta sendo filmado em primeiro plano, câmera e personagem sobre uma kombi em movimento, em pleno Elevado Costa e Silva, conhecido como “Minhocão”. O filme recebeu o Certificado de Curta-Metragem concedido pelo Concine, e, como era costume na época, acompanhou permanentemente o longa “O Sentido da Vida” de Terry Gilliam; por inusitada escolha do distribuidor. |