SEDE DE AMAR

1978

 

fotografia e direção  CARLOS REICHENBACH

argumento, roteiro e música original  MAURO CHAVES

cenografia  DARCIO LIMA

montagem e edição  ALAIN FRESNOT

produtor  NEY FERNANDO ARRUDA ALVES

 

elenco

SANDRA BRÉA (1), LUIZ GUSTAVO (2), ROBERTO MAYA (3), KATIA GRUMBERG (4), RENATO MASTER (5), FERNANDO BENINI (6), OSWALDO BARRETO (7), WILSON RIBEIRO (8), MARCIA FRAGA (9), LUÍS PARREIRAS (10), ROBERTO MIRANDA (11), GENÉSIO CARVALHO (12), DINO ARINO (13) e JOÃO MARIA NETTO (14).

 

BRASIL, 1978, 35 mm, COLOR, 92'

 

 

sinopse

Modesto executivo (2) da Construtora Paraíso Verde é seqüestrado juntamente com a mulher (1) do presidente da empresa (3), durante o coquetel de lançamento de um novo empreendimento. Enclausurados em um minúsculo cubículo no meio de uma região selvagem, e privados de suas roupas por cruéis homens encapuzados, o casal é submetido às agruras de uma noite fria. Na festa a bebida rola solta quando é descoberto o seqüestro. O delegado local (5), presente ao evento, mobiliza o seu efetivo na expectativa de um sinal dos seqüestradores. A humilhação e a temperatura obrigam o casal de enclausurados à tomar atitudes radicais e os dois acabam descobrindo a tênue distancia que separa patrões e empregados.

 

comentário

Único filme de Reichenbach totalmente escrito por outra pessoa, no caso, o teatrólogo e jornalista Mauro Chaves. Inicialmente contratado apenas como diretor de fotografia, Reichenbach assume a direção por desistência do encenador Celso Nunes, e por insistência do amigo roteirista e co-produtor. Atribulações de uma produção difícil obrigaram o diretor e sua equipe à reduzirem o período das filmagens. Uma lição definitiva aprendida com a adversidade : jamais deixar as seqüência mais complicadas, e que envolvam o maior número de atores e figurantes, para serem filmadas na última semana.

CAPUZES NEGROS ( SEDE DE AMAR foi mais um subtítulo exigido pelo distribuidor ) foi a tentativa de fazer uma comédia elegante e cínica, nos moldes de alguns clássicos de Billy Wilder. Pontos de contato do projeto inicial com SE MEU APARTAMENTO FALASSE foram sacrificados pela inexperiência da produção. O investimento de autor e diretor na obtenção de atmosferas e na  fina ironia da crítica social salva o filme do fracasso. A crítica elogiou os vôos poéticos que permeiam a narrativa e o deboche subtil com que satiriza o novo-riquismo paulista. O lançamento constituiu-se num grande sucesso de bilheteria, atraindo uma futura aliança do diretor com o profícuo produtor Antônio Polo Galante.

Local das filmagens : São Paulo e Itapecerica da Serra.

Lançamento em São Paulo : Dia 05 de Fevereiro de 1979, nos cines Art-Palácio, Rio Branco, Metrópole, Metro, Gemini, Belas-Artes, etc.