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SONHOS DE VIDA |
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Curta-Metragem, 1979 Argumento, fotografia e direção de Carlos Reichenbach. Roteiro e diálogos: Jairo Ferreira e Reichenbach. Montagem e edição de Éder Mazini. Produtor: Roberto Polo Galante. elenco Patrícia Scalvi, Misaki Tanaka e Roberto Galante.
35mm, Colorido, 10'
Sinopse Tendo como guia uma matéria turística de um jornal de bairro, duas operárias da periferia de São Paulo empreendem uma viagem ao mais próximo balneário de águas termais. Comentário A inspiração foi um filme institucional que acabou virando clássico - por conta de ter sido exibido à exaustão nos vôos da Varig, seu patrocinador, por ocasião da inauguração do luxuoso hotel Tropical, em Manaus - assinado por Jean Manzon, uma espécie de Galvão Bueno do filme institucional, de quem os conformados cinéfilos da década de 70 aprenderam os clichês adjetivos e superlativos, emitidos em tom exultante pelo narrador. “Sonhos de Vida” é uma irônica reciclagem de todos os clichês do filme institucional, mostrando com humor e afeto o calvário de duas operárias têxteis, entre trens mal conservados, ônibus velhos e caminhadas, tentando passar horas agradáveis em uma das mais próximas e pobres estâncias balneáreas de São Paulo. De certa forma, pode ser considerado a gênese de filmes como “Amor, Palavra Prostituta”, “Anjos Do Arrabalde” e “Garotas do ABC”, já que contém elementos presentes nessas obras. Este despretensioso curta-metragem foi rodado em apenas dois dias com uma equipe de quatro pessoas. À exemplo de seu primeiro curta, "Esta Rua Tão Augusta", Reichenbach viu "Sonhos de Vida" ter o seu certificado de curta-metragem (que lhe garantiria a exibição comercial nos cinemas), negada pelo Concine, sob a alegação de que apareciam agradecimentos à cidade de Poá no final dos letreiros.
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